">

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Os vários sabores da vida (The various flavours of coffee)

Sinopse
"Londres, 1896. Robert Wallis, um boémio aspirante a poeta, aceita a proposta de um enigmático mercador de café para compor um "vocabulário de cafés" que capte os seus variados e ricos sabores. Inebriado pelos seus arrebatadores aromas, e pela ainda mais arrebatadora presença de Emily, a filha do mercador, Robert apaixona-se perdidamente. O mundo de Emily é igualmente abalado por esta proximidade: a pouco e pouco, também ela descobre que não é possível despertar alguns sentidos sem desafiar outros. A contragosto, Robert parte para África em busca da origem do melhor café do mundo. O exotismo do continente africano apanha-o de surpresa. De deslumbramento em deslumbramento, Robert será apresentado à cerimónia tradicional abissínia do café pela mão de Fikre, a escrava de um homem poderoso. E quando Fikre se atreve a dar-lhe às escondidas um grão de café muito especial, tudo o que Wallis julgava saber - sobre café, amor e ele próprio - começa a ser questionado ..."

Impressões
Este livro não me cativou ou então, eu é que tinha outras expetativas. No entanto, embora não goste de café, fiquei com vontade de degustar uma chávena de uma daquelas infusões aromáticas, tão bem descritas pelo autor. E é sobre o mercado do café que o livro fala, abordando, pelo caminho, o início da luta das sufragistas e também o começo daquilo que veio a dar cabo da nossa vida: a maldita Bolsa! Vendendo o que não tinham e provocando uma crise no mercado do café, dois homens de negócios e alguns políticos manipuláveis e corruptos, levaram à falência os pequenos produtores. Dá mesmo pena aquela parte em que, por toda a Europa e até no Brasil, o café foi queimado (e até as plantações) porque já não havia qualquer possibilidade de se obter lucro!
Achei também que a viagem a África poderia ter sido mais desenvolvida, principalmente a estadia no meio da selva, quando Wallis tentou fazer uma plantação de café (tentativa bem frustrada e de que maneira!). 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Filmes/Séries: A guerra dos tronos


Só hoje descobri esta série mas, ao que parece, já está a ser repetida (pelo menos) pela segunda vez. Baseada na obra de George R.R. Martin "Crónicas de gelo e fogo" (nem isto eu sabia...) combina vários elementos que justificam o seu sucesso. A ação decorre num ambiente medieval, onde as estações do ano não obedecem aos padrões naturais, pois os invernos podem durar décadas! Segundo percebi, temos três histórias em simultâneo: o confronto entre as famílias poderosas dos sete reinos para ocupar o trono, a defesa do reino das forças sobrenaturais (missão dos soldados de negro, uma espécie de desterrados/reclusos na "Muralha de gelo") e o ressurgimento dos dragões pela mão de uma princesa de uma linhagem muito antiga (e de terras distantes?) e  que também pretende ocupar o trono.  As paisagens geladas são de tirar o fôlego e o elenco junta atores de várias gerações, alguns dos quais bem conhecidos. Gostei!

domingo, 27 de janeiro de 2013

Filmes/Séries: Castle

Esta série deixa-me sempre de bom humor. Funciona como  uma espécie de "descompressor", já que me faz rir desalmadamente. É uma série (supostamente) policial mas a atirar para a comédia, sem   ser uma coisa forçada... e para me fazer rir é preciso muito. 
O escritor, Richard Castle, que acompanha a equipa de detetives que compõe o núcleo da história, é simplesmente hilariante! Cria as maiores confusões, interfere bastante com as investigações em curso (quando o seu papel seria o de observador) mas também surge com teorias (mirabolantes) que ajudam na resolução dos casos. Pouco a pouco vai nascendo uma relação de amizade com a equipa e um romance (quase) secreto com a detetive principal.
De certa forma, faz-me lembrar "Crime, disse ela", outra série que eu não perdia e que me fazia descontrair. Afinal, rir é terapêutico!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Filmes/Séries: COPPER

Na semana passada descobri esta série policial. Apesar desta designação, achei do pouco que vi, que trata de muitos assuntos em simultâneo e assim perde-se um pouco o lado policial. Mas gostei... gostei dos atores, dos figurinos e da história... no entanto, os cenários pareceram-me muito pobres.
Basicamente, a ação decorre em Nova Iorque, na década de 1870, no decurso da guerra civil entre o Norte e o Sul. A personagem central é um detetive (Kevin Corcoran), descendente de irlandeses, que em conjunto com os seus dois colegas (Andy e Francis) desvenda os crimes ocorridos em Five Points. Esta zona da cidade é um autêntico "caldeirão" cultural em ebulição já que é onde estão os imigrantes  pobres e onde imperam os negócios da prostituição, lavagem de dinheiro, chantagem, etc... como se percebe, há grandes rivalidades entre os vários grupos, o que quase sempre acaba mal. No lado chique da cidade, as honras da casa são feitas por uma senhora de sociedade e um coronel do exército que, ao que parece, estão sempre metidos em intrigas políticas e que também interagem com o detetive Corcoran. A história até pode ser banal, mas tenta mostrar o início da abordagem científica numa investigação criminal (feita pelo médico negro que funciona como consultor científico secreto dos nossos detetives), o que até é interessante.
É um bom entretenimento!

sábado, 19 de janeiro de 2013

Transformar-se em Maria Antonieta (Becoming Marie Antoinette)


Sinopse
"Criada pela formidável imperatriz da Áustria, com numerosos irmãos e irmãs, Maria Antónia, aos dez anos, já sabia que a sua existência idílica seria, um dia, sacrificada às ambições políticas da mãe, mas nunca lhe passou pela cabeça que a sua imolação fosse tão prematura.
Antes de passar dos piqueniques em Viena, na companhia das irmãs, para o brilho, o fascínio e as bisbilhotices de Versalhes, Antónia tem de mudar por completo para ser aceite como Delfina de França e mulher do estranho adolescente que um dia será Luís XVI. Mas possui ela o engenho e influência necessários para se tornar rainha?"

Impressões
Neste primeiro livro da trilogia, somos apresentados a Maria Antónia, uma menina alegre e de boa índole, que só quer passear e brincar com os irmãos nos seus bonitos palácios e jardins. Mais tarde, esta mesma menina foi submetida a verdadeiras sessões de tortura (para mim é isso mesmo) para tornar a sua aparência e o seu intelecto dignos de uma delfina da França. Tudo isso para conseguir "navegar" numa corte decadente, onde as intrigas estavam na ordem do dia. Achei a narrativa muito cativante por causa das descrições das pessoas e dos lugares, bem como dos hábitos da época (fiquei chocada com o facto de os muito emproados e arrogantes cortesãos franceses fazerem chichi nos salões e corredores de Versalhes!). Fiquei a simpatizar com a Toinette, já que demonstra ter uma personalidade forte e vontade de ser uma soberana justa... vamos ver como é que evolui nos restantes livros da trilogia (Alguém sabe quando é que sai o próximo?).

domingo, 13 de janeiro de 2013

Filmes/Séries: Os Miseráveis

Finalmente, fui ver o filme (esta adaptação) e adorei!
Nunca pensei ver atores como o Russell Crowe e Hugh Jackman a fazer um musical! Mas que se saíram bem, disso não há dúvida nenhuma, principalmente o segundo... tem uma voz poderosa. Fiquei impressionada com os coros, sobretudo o primeiro (abertura do filme) e aquele que apela à luta! Poderosos, emocionantes, dizendo tanto com tão poucas palavras e tão atuais, apesar da ação decorrer durante a Revolução Francesa do século XIX.
Não pude deixar de pensar que tão miserável é quem empunha o chicote e empurra outro alguém para o abismo, como quem se deixa, resignadamente, chicotear... 

sábado, 12 de janeiro de 2013

Marquesa de Alorna

Sinopse
"Leonor, Alcipe, condessa d`Oeynhausen, marquesa de Alorna - nomes de uma mulher única e plural, inconfundível entre as elites europeias. Com a sua personalidade forte e enorme devoção à cultura, desconcertou e deslumbrou o Portugal dos séculos XVIII e XIX, onde ser mãe de oito filhos, católica, poetisa, política, instruída, viajada, inteligente e sedutora era uma absoluta raridade. Viu Lisboa e a infância desmoronarem-se no terramoto de 1755, passou dezoito anos atrás das grades de um convento por ordem do marquês de Pombal e repartiu a vida, a curiosidade e os afectos por Lisboa, Porto, Paris, Viena, Avinhão, Marselha, Madrid e Londres. Viveu uma vida intensa e dramática, sem nunca se deixar vencer. Privou com reis e imperadores, filósofos e poetas, influenciou políticas, conheceu paixões ardentes, experimentou a opulência e a pobreza, a veneração e o exílio.
Marquesa de Alorna é uma história de amor à Liberdade e de amor a Portugal. A história de uma mulher apaixonada, rebelde, determinada e sonhadora que nunca desistiu de tentar ganhar asas em céus improváveis, como a estrela que, em pequena, via cruzar a noite."

Impressões
Sempre me fascinou a história da rapariguinha que, aos oito anos de idade, foi encarcerada no Convento de Chelas e aí permaneceu dezoito anos! Através da descrição das rotinas de Leonor durante o seu cativeiro, ficamos também a saber como é que estas jovens de boas famílias lidavam com a sua reclusão. E a nossa Marquesa era imparável, senão vejamos: escrevia, pintava, desenhava, falava fluentemente vários idiomas e tinha uma vasta cultura científica! Além disso, era dona de uma presença agradável, "brilhando" em público (nas raras ocasiões em que isso era possível) e encantando todos os que com ela privavam. Era também bastante corajosa pois correu os maiores riscos ao trocar correspondência com o seu pai que se encontrava encarcerado na Torre de Belém e, mais tarde, no Forte da Junqueira. Qualquer um teria ficado com o espírito quebrado, mas Leonor aproveitou este tempo para se preparar para o resto da sua vida. A autora consegue prender-nos à narrativa, tornando-nos compulsivos na leitura. De repente, esta Marquesa ganha vida e sentimos a intensidade da sua paixão, rebeldia, coragem e também lealdade! Recomendo!

Um "cheirinho":
" Descalça, agarrada à boneca, Leonor não entendia nada do que se estava a passar e sentia-se sufocar de medo. Onde há poucos minutos se erguiam as cocheiras do palácio, via agora crescer uma enorme nuvem de caliça. A fachada lateral desaparecera no pó, tal qual nas batalhas das praças da Índia, onde o avô Alorna fora vice-rei. Nem os tenebrosos rugidos da terra conseguiam abafar os gritos de dor e de súplica que se ouviam. e o pior estava para vir: ao relinchar nervoso dos cavalos e ao estardalhaço da carruagem que tombara no meio do pátio, seguiu-se um estrondo monumental: ruíra a ala norte do Palácio do Limoeiro."

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Concurso Blogs do Ano 2012



Votem no vosso Blog Favorito "Doida por Livros" 
É só clicar no link e votar ;)

Estou a Participar e com o vosso Voto espero contar!!



sábado, 5 de janeiro de 2013

O Lar Da Senhora Peregrine Para Crianças Peculiares (Miss Peregrine`s Home for Peculiar Children)

Sinopse
"Uma terrível tragédia familiar leva Jacob, um jovem de dezasseis anos, a uma ilha remota na costa do País de Gales, onde vai encontrar as ruínas do lar para crianças peculiares, criado pela senhora Peregrine. Ao explorar os quartos e corredores abandonados, apercebe-se de que as crianças do lar eram mais do que apenas peculiares; podiam também ser perigosas. É possível que tenham sido mantidas enclausuradas numa ilha quase deserta por um bom motivo. E, por incrível que pareça, podem ainda estar vivas..."

Impressões
Por incrível que pareça, o que me atraiu de imediato neste livro, foi a capa. A rapariguinha de rosto sério (e até assustador) trajando roupa vintage e... a levitar! Tudo isto sobre um fundo cinzento (há quem diga que é sépia, mas eu sou um pouco daltónica, eheheh), com a última frase do título a prometer  uma boa história de suspense. Aliás, todo o livro está recheado de pormenores artísticos fabulosos que criam a atmosfera adequada à sua leitura.
Já há muito tempo que eu não lia um livro em tão pouco tempo (o que me custou algumas horas de sono). Adorei! Capítulo após capítulo fui sendo surpreendida pelas voltas e reviravoltas da história. Fiquei agradavelmente surpreendida pela maturidade evidenciada pelo Jacob, dada a sua idade. É uma personagem que vai evoluindo à medida que vai obtendo respostas para aquilo que o atormenta. Devo dizer que o autor combinou muito bem os factos reais com a peculiaridade das crianças, criando um ambiente fantasmagórico. No entanto, fiquei um bocado desiludida com as descrições dos "errantes" e  dos "sem-alma"... acho que resvalou um bocado para o ridículo. O final, deixa a "porta aberta" para um outro livro e muita vontade de o ler. Recomendo!!!!!!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A Libélula Presa no Âmbar (Dragonfly in Amber)

Sinopse
"Durante vinte anos Claire Randall manteve o seu segredo. Mas agora, de férias nas majestosas e misteriosas Highlands, Claire planeia revelar à  sua filha uma verdade tão impressionante como os acontecimentos que lhe deram origem: o mistério de um antigo círculo de pedras, um amor que transcende os limites do tempo e a verdadeira identidade de James Fraser, um guerreiro escocês cuja valentia levou uma Claire ainda jovem da segurança do seu século de vida para os perigos de um outro tempo.
Mas um legado de sangue e desejo vai testar Brianna, a sua bela filha. A fascinante viagem de Claire vai continuar em Paris, ao lado de Carlos Stuart, na corte intriguista de Luís XV. Jamie tem de ajudar o príncipe a formar alianças que o apoiem na reconquista do trono da Inglaterra. Claire, no entanto, sabe que a rebelião está fadada ao insucesso. A tentativa de devolver o reino aos católicos resultará num banho de sangue que ficará conhecido como a Batalha de Culloden, e deixará os clãs escoceses em ruínas. No meio das intrigas da corte parisiense, Claire enfrenta novamente um velho rival, tenta impedir o morticínio cruel e salvar a vida do homem que ama."

Impressões
Diverti-me a ler este livro. Foi como se estivesse a assistir a um daqueles filmes de aventuras antigos, do género do Indiana Jones. A história tem um pouco de tudo: aventura, drama, comédia e romance e, por isso, entretém bastante. Além disso, aborda também as tradições dos clãs escoceses no século dezoito a par com a situação política da Europa na época e, por isso, é interessante... embora, deva confessar que, a dada altura, as intrigas políticas já me estavam a saturar (tentar perceber o que poderá ter sido verídico daquilo que é ficcional cansa, eheheh).
Ao mesmo tempo, temos o tal "choque de culturas" entre a viajante (acidental) no tempo (Claire) e as pessoas que ela irá encontrar no século onde "aterra".
Quando li a sinopse e as críticas feitas ao livro, percebi que fazia parte de uma coleção. Depois de muito pesquisar, lá consegui encontrar mais um volume ("Nas asas do tempo")... falarei dele noutra ocasião. Entretanto, percebi que há muitos mais, mas não aqui em Portugal e, nem sabem quando editarão mais algum. Como alguém me explicou, a edição dos livros também obedece à "moda". Depende daquilo que mais vende no momento...