sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Pessoas como nós (Everybody rise)

Acabou por ser uma leitura interessante. No início, pensei que fosse mais uma daquelas estórias "água com açúcar", sobre o mundo cintilante de uma dada elite em Nova Iorque, mas acabou por ser muito mais. O desejo de pertença a um grupo fechado e muito elitista, leva a protagonista da estória a mentir, a roubar, a bajular, a   renegar a verdadeira amizade e, por fim, a perder por completo a sua dignidade e a afundar-se em dívidas. É que manter este tipo de vida, tão fácil para quem nasceu no meio e não precisa de contar cêntimos, é muito complicado e dispendioso. E é durante a queda, digamos assim, que Evie (a protagonista) descobre que, afinal, é perfeitamente descartável e que nunca fez realmente parte do grupo e que nunca teria qualquer hipótese de fazer. Comecei por antipatizar com a Evie, por causa das suas ações para agradar a quem não merecia, e depois acabei por admirar a forma como se reergueu e enfrentou os problemas. 
Boas leituras!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Uma questão de classe (Different Class)

Gostei bastante! Mesmo depois de tantos livros que já li desta autora, continuo a surpreender-me com a sua versatilidade, com a sua capacidade de agarrar num acontecimento banal ou horrível e   transformá-lo numa estória que vale a pena ser lida. Neste caso, a estória é contada a duas vozes, o que nos permite ter perspetivas diferentes dos mesmos acontecimentos. Uma das vozes pertence a um velho professor de uma escola de elite e a outra a um dos alunos. Logo após as primeiras páginas, fiquei cativada pela narrativa do professor. É tão atual, talvez porque os problemas das pessoas acabam por ser sempre os mesmos, embora com roupagens diferentes, e identifico-me tanto com o seu discurso que é quase como se ele tivesse entrado na minha cabeça. Ao mesmo tempo, é comovente assistir a uma espécie de luta entre o bem e o mal (sempre presente nos livros da Joanne Harris), embora a fronteira entre estes dois opostos esteja um pouco esbatida. Gostei tanto de alguns trechos que, se este fosse um book e não um ebook e, apesar de não ser um hábito meu, teria sublinhado algumas frases com um marcador daqueles bem "espampanantes" (rosa choque eheheh).
Boas leituras!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Fim de ano

Neste ano que termina, não tenho palavras sábias para servirem de inspiração a outros e nem resoluções fantásticas para 2017. Chega de impor metas, tantas vezes absurdas e, por isso, tão frustrantes. A vida acontece, bem ou mal, independentemente das nossas vontades. Tenhamos a sabedoria para viver cada momento.
Boas leituras!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Bonito!


Apesar de não entrar em euforias nesta época, gosto muito de ver as decorações e assistir aos desfiles, cantorias e outros eventos natalícios. No último fim-de-semana fui até Braga e pude matar saudades de uma das minhas livrarias favoritas ("A centésima página"), assistir a uma parada de Natal, ver um bolo-rei gigante, ouvir vários coros e visitar mercados de rua. Nestas voltas e em apenas dois dias, perdi duas luvas da mão direita... ainda bem que não fiquei lá mais tempo, eheheh.

domingo, 11 de dezembro de 2016

A livraria dos finais felizes (Lasarna i Broken Wheel rekommenderar)

Não me cativou logo de início, mas depois acabou por captar a minha atenção. Uma estranha, numa cidade ainda mais estranha de acordo com os padrões tradicionais, consegue (re)animar uma pequena cidade. Foi muito gira a ideia da Sara (a tal estranha) de abrir uma livraria como forma de retribuir a gentileza das pessoas da cidade e mais gira ainda, a ideia de arranjar um livro adequado a cada pessoa, mesmo para aquelas que diziam que não gostavam de ler. E, mesmo no fim, quando tudo parece estar perdido, eis que temos um final feliz! E é mesmo disso que às vezes precisamos, de um final feliz!