Não deve ser por acaso que este género é designado por "policial negro". É que a violência não reside propriamente nas ações, mas sim nas emoções, não tanto no que se diz, mas mais no que fica por dizer, naquilo que fica subentendido. A solidão é uma constante... seja por que razão for, todas as personagens são vítimas desta solidão que as devora de dentro para fora... Até os animais parecem atingidos por esta maleita. Por falar nisso, um acontecimento das últimas páginas deixou-me indignada (quem ler o livro perceberá)... bolas, não há direito!
O título talvez não seja original, mas traduz fielmente aquilo que eu sou: doida por livros! Sempre foram os meus presentes favoritos, tanto para receber como para oferecer. Muito antes de saber ler, eu já me sentia fascinada pelas capas coloridas e pela magia que se derramava de cada página. E assim continuo! Neste espaço virtual vou construir a minha biblioteca e partilhar as minhas leituras com outros "doidos por livros".
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sábado, 9 de maio de 2015
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Aurora Boreal (Solstorm)
"É o mesmo olhar que os pais das crianças pequenas exibem na loja de produtos alimentares. Com os músculos da cara enfraquecidos. Como se já não pudessem ocultar mais o cansaço. O olhar morto. Empurram o carrinho das compras pelos corredores como se fossem asnos espicaçados (...)"
Impressões
Gostei bastante deste livro! Não há dúvida de que os autores escandinavos estão a "dar cartas" no policial. É claro que temos que estar preparados para aquela crueza, tão característica destes autores e que, inicialmente, poderá chocar um pouco. O brutal homicídio do pregador mais famoso da Suécia é o ponto de partida de uma estória que nos mantém cativos até à última frase. Ao mesmo tempo, vamos também aprendendo um pouco sobre a cultura deste país.
domingo, 29 de junho de 2014
Quando a tua ira passar (Till dess din vrede upphor)
"Consegui abrir um buraco no gelo com a ajuda da faca de mergulhador. Luto para aumentá-lo, pico com a ponta, faço girar a lâmina no orifício. Quando tem o tamanho da minha mão, consulto o manómetro. Faltam vinte bars."
Impressões
Não há dúvidas de os policiais são os meus livros favoritos (sei que já disse isto muitas vezes...). Mais uma autora sueca cujos livros quero ler. É claro que, parte do fascínio poderá advir do facto de não conhecer quase nada sobre a cultura sueca. Ao mesmo tempo que sigo uma estória policial, também aprendo um pouco mais sobre este pedacinho da Europa e ... agora estou cheia de vontade de visitar a Suécia! Tenho que juntar umas coroas...
Tal como acontece com os livros da Camilla Lackberg, há detalhes que são muito crús, algumas descrições podem ser chocantes, mas o enredo cativa. Além dos relatos dos vivos, temos também a perspetiva dos mortos. A própria autora diz: "Os mortos aparecem em todos os meus livros. Espero com toda a sinceridade que esta vida não seja a única que tenhamos, por mais longa que seja."
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