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sábado, 18 de julho de 2015

D. Teresa

Os romances históricos desta autora costumam ser uma boa aposta e este também não me desiludiu. Apesar de conhecer a estória, como toda a gente que estudou história de Portugal, foi interessante ler uma versão ficcionada da mãe do primeiro rei português. D. Teresa é, sem dúvida alguma, uma das mulheres mais inteligentes e fortes da história portuguesa, uma mente muito evoluída para o século em que viveu. 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Ínclita Geração

"Era feita de luzes e de sombras. O pintor flamengo Van Eyck havia entendido a sua essência como ninguém e pintado as linhas do seu rosto e o seu caráter, em dois quadros distintos, para mostrar ao noivo Philippe, Duque de Borgonha. Um feito de luzes, outro feito de sombras."

Impressões
A princesa Isabel foi a única filha da rainha Filipa de Lencastre e, como tal, sempre achou que era seu dever manter a harmonia na família, tal como a sua mãe tinha feito.  A ambição dos seus irmãos e meio-irmão, bem como as intrigas urdidas pelas suas cunhadas, tornaram esta sua tarefa quase impossível. No entanto, nem mesmo a distância a afastou dos problemas de Portugal e, com uma rede de espiões estrategicamente colocados e fortes aliados nas várias cortes, Isabel conseguia estar a par do que se passava e até manipular alguns "cordelinhos". Na minha opinião, Isabel teria dado uma excelente rainha de Portugal pois possuía tenacidade, inteligência, sentido prático e excelentes competências diplomáticas. Estas qualidades mantiveram a problemática Borgonha em relativa segurança em relação às ameaças Francesa e Inglesa e contribuíram também, para o seu desenvolvimento social e económico. Com o seu apurado sentido de estética e a riqueza de recursos de que o ducado dispunha, Isabel criava as modas (modelos, enfeites e até cores) que as outras cortes tentavam imitar. E esta einh?

quarta-feira, 6 de junho de 2012

D. Maria II (Tudo por um reino)

Autora: Isabel Stilwell
Editora: A Esfera dos livros
Ano: 2012

Sinopse:
"Com apenas 7 anos Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país, do outro lado do oceano, que não conhecia. A sua infância foi vivida no Brasil, dias longos e quentes entre os morros verdes e as praias de areia branca, segura pelo amor da sua adorada mãe, Leopoldina da Áustria. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do imperador do Brasil e seu pai, D. Pedro IV de Portugal.
Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus queridos irmãos e a sua marquesa de Aguiar, amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade.
Aos 14 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Prometeu a si mesma que seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais, que um ano depois morre de difteria. Teimosa e determinada, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos."

Impressões:
Gosto muito de ler romances históricos, principalmente, quando dizem respeito à história de Portugal. É com mágoa que constato que sempre fomos assim ... que a corrupção, a exploração  e a pobreza de espírito sempre foram dominantes... que este povo sempre foi facilmente manipulado (a própria rainha, farta do espírito volúvel do seu povo, fala nisto). Por outro lado, também temos aqueles que são inteligentes, cultos e íntegros (tal como o Dom Fernando... okay, okay, ele não era português... mas posso citar a marquesa de Aguiar, por exemplo). 
É interessante acompanhar os relatos da rainha Vitória (ela mantinha correspondência regular com a rainha Maria II e registava as suas impressões num diário) acerca dos acontecimentos em Portugal e, ao mesmo tempo, comparar com a evolução verificada em Inglaterra durante o mesmo período de tempo. 
 Recomendo!