terça-feira, 25 de agosto de 2015

A rapariga no comboio (The girl on the train)



Aposto em como este livro provocou algum desconforto em quem mora ao pé da linha de comboio. Sermos observados sem saber, para mais quando nos julgamos resguardados no nosso lar... pior do que isso, é sermos alvo da obsessão de alguém, que foi o que aconteceu neste livro. A protagonista, infeliz com a sua própria vida, transferiu (não sei se será o termo correto) para aquelas duas pessoas, que observava todos os dias, os seus sonhos e desejos. Eles tinham a vida perfeita que ela sempre tinha querido ter. Não é de admirar que se tenha sentido traída quando a realidade se sobrepôs à fição. Achei a protagonista patética porque vivia imersa em autocomiseração. Quer dizer, há um tempo para "lamber as feridas" e depois tem que se reagir. É claro que o facto dela ser uma alcoólica não a ajudou mesmo nada a reerguer-se. No fundo, entrou num ciclo de mentiras atrás de mentiras até se converter numa mentirosa compulsiva. Mas é ela a chave para a resolução do  homicídio que afligiu, durante algum tempo, a comunidade.
Apesar de ser um bom thriller, fiquei dececionada com o desenlace. Acho que aconteceu tudo muito depressa.
Um amiguito curioso.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O Pátio das Cantigas

Gostei tanto! Ri o tempo todo e, quando dei por isso, já estava no fim. Entretanto, fiquei a saber que em dezembro irá estrear "O Leão da Estrela"... já marquei na minha agenda. Só me deu pena ver o cinema quase vazio.

Férias na Noruega (parte 2): Bergen

... ficámos deslumbradas! Bergen é uma cidade mimosa (refiro-me à zona central), cheia de edifícios construídos em madeira, simplesmente lindos, e aninhada entre montanhas verdes e lagos imensos! Tanta água... que maravilha!
Vistas do centro da cidade, algumas casas pareciam incrustadas na montanha.
Coreto localizado mesmo ao pé do hotel. 

Adoro estas construções!

Casinhas de madeira do século XIV, já muito inclinadas, localizadas mesmo ao pé do mercado do peixe. São usadas como lojas de recordações, bares, cafés e armazéns. Há muita animação por estas bandas.
Uma das pastelarias mais procuradas neste quarteirão é a Baker Brun, famosa pelo seu Skillingsbolle (bolo de canela, muito parecido com o nosso caracol). Recomendo.
Logo do outro lado da estrada fica o mercado do peixe, uma verdadeira explosão de cores, aromas e sabores. É um espaço direcionado para os turistas onde é possível fazer uma refeição (cara, eheheh). O posto de turismo fica mesmo aqui, o que dá imenso jeito.


 Bagas e mais bagas! Que lindas! E que cheirinho!
Os nativos juntam-se nos seus barquinhos para conviver e tomar banhos de sol... há que aproveitar os poucos dias de verão que têm. Basta dizer que no dia seguinte já chovia.

Um novo amigo. Giro, não é?

 Uma das minhas iguarias favoritas.

 Marketing!
Recomendo que apanhem o funicular para o monte Floyen se quiserem ter uma visão panorâmica da cidade. No monte existem trilhos para caminhadas e muitas zonas de piqueniques. É uma zona remota e a forma mais fácil de lá chegar é por funicular... cheguei a ter vertigens durante o percurso, ehehehe. Cada bilhete custa 85 NOK, mas vale a pena.
 O nosso hotel ficava perto do lago que se vê na foto. Esta zona estava sempre cheia de pessoas a desfrutar do ar livre.
Apesar das baixas temperaturas, foi impossível resistir a um geladinho... mham...

domingo, 23 de agosto de 2015

Férias na Noruega (parte um)

Nunca tinha estado num país nórdico, num daqueles países que são sempre usados como exemplo positivo de políticas sociais, de civismo e de todas aquelas coisas que contribuem para uma boa qualidade de vida. Então, depois de assaltar o "porquinho migalheiro", escolher a companhia de viagem (a minha irmã, pois claro) e marcar tudo, Noruega aí vou (fui) eu!
Marquei tudo pela internet: aviões, hotéis e comboio. Tive sempre o cuidado de escolher hotéis centrais e perto das estações de comboio. Afinal, ninguém quer perder muito tempo no transfer de e para o aeroporto e, simultaneamente, toda a gente quer também estar perto dos pontos de interesse.
Apesar de ter sido muito cuidadosa com a preparação da viagem marquei dois voos com pouco tempo de escala, o que não recomendo. Para começar, o voo Lisboa-Oslo já partiu atrasado (para variar, o check-in e os procedimentos de segurança estavam caóticos e, para culminar, apanhei uma funcionária de limpeza  muito leeeeenta, basta dizer que ia havendo um motim à porta do WC das senhoras já na zona de embarque... ah, mas ficámos a saber que o avião também tem WC... a sério, ninguém supervisiona o trabalho desta gente?) e, ao chegarmos ao aeroporto de Oslo, tivemos que recolher as bagagens no tapete e voltar a fazer aqueles procedimentos todos (drop-off, segurança, etc... a julgar pelo número de malas "abandonadas" no tapete, muita gente não deve estar a par disto)...  no entanto, foi tudo muito rápido e eficiente e assim não perdemos a nossa conexão. No aeroporto de Bergen troquei os euros por coroas norueguesas e fiquei logo com este assunto arrumado (apesar de se poder usar cartão de crédito para tudo, gosto sempre de ter algum numerário para as pequenas coisas). O Flybussen, apanhado mesmo à saída do aeroporto, levou-nos quase ao pé do nosso hotel (cada bilhete foi 100 NOK). 
Quando chegámos...

sábado, 22 de agosto de 2015

Já leram?

É o último livro da série policial que tenho andado a ler. O problema é que ainda não está traduzido para português. Encontrei este exemplar numa livraria em Oslo e... enfim, o norueguês não é o meu forte... bom, talvez com a ajuda do google tradutor (brincadeirinha). Além do mais, mesmo que houvesse em inglês, não compensava comprar pois ficava em cerca de 30 euros!
No entanto, havia autênticas pechinchas, como podem comprovar pela foto. Também quero saldos destes por cá.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Fériassssssssssssssssss!!!!!!!!!!!!!!!!!

Finalmente, finalmente férias! Em julho, gozei uma semana que me soube pela vida, saboreei cada segundinho... até mesmo a avaria da carroça em plena autoestrada (eheheh, pelo menos foi no regresso).
Agora, vai a segunda tranche das férias, com muitos planos para passar imenso tempo outdoor (que chique!), para passear, esplanadar, praiar e dormitar, ehehehe. E, como não podia deixar de ser, ler quando me apetecer onde me apetecer! 

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Zoo

"Terrence Larson, o tratador assistente de grandes felinos do zoo, abre a porta exterior de rede de arame do recinto dos leões. 
 Entre ele e o portão aberto da vedação dos tratadores está Dominick, o leão macho: imóvel, a cauda a chicotear de modo metódico, os olhos de âmbar dourados fixos no rosto de Larson."

Impressões
Há muito tempo que ouvia falar deste autor mas nunca me tinha apetecido ler nada dele... até que descobri este livro e li-o quase compulsivamente. É um livro de aventuras, com um cenário catastrófico para o planeta em geral e para a humanidade em particular. Mesmo sendo (ainda) ficção, o autor aborda aspetos importantes da nossa sociedade, principalmente no que concerne à nossa interação (mais uma vez) com todas as outras criaturas. A hipocrisia dos políticos  e a estupidez de todos os outros também estão bem patentes nestas páginas. O final é inesperado e deixa muitas questões em aberto. É sobretudo inquietante. Quer dizer, chegará o dia, disso não tenham dúvidas, em que não será possível remediar tantos crimes contra o planeta.