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domingo, 31 de janeiro de 2016

Longbourn, Amor e Coragem (Longbourn)

Gostei de ler, mais até do que do "Orgulho e Preconceito". Na verdade, esta é a estória escondida em "Orgulho e Preconceito". Aqui vemos o quotidiano da criadagem de uma grande casa ou, melhor dizendo, dos escravos... sim, porque embora recebessem uma (fraca) remuneração, as suas vidas acabavam por ser decididas pelos seus senhores. Fiquei cansada só de ler a quantidade de tarefas, bem pesadas, que as criadas tinham que fazer... o dia da barrela era uma coisa verdadeiramente infernal. E ainda se esperava que uma criada, que labutava das cinco da manhã até às onze da noite, estivesse muito agradecida pela oportunidade de o poder fazer! Os criados não eram vistos como pessoas, mas sim como mais uns animais de carga. Incrível como o bem-estar de poucos dependia do mal-estar de muitos. Incrível como aqueles cavalheiros e damas da sociedade, que nunca tinham tido um dia de trabalho na sua vida, tinham a arrogância de escravizar os seus criados... até mesmo aqueles mais humanos, como é o caso da família Bennet, não tinham sensibilidade suficiente para perceber o quão sacrificado era o seu pequeno contigente de criados. É por isso, que estou muito agradecida a todos aqueles, que com muito sacrifício pessoal e até a vida, lutaram para mudar este panorama.
Apesar de termos percorrido um longo (e sangrento) caminho desde então, não podemos baixar os braços... já nos usurparam alguns direitos laborais e, de mansinho, enquanto toda a gente está entretida com a guerrinha público vs privado, muitos mais nos irão tirar. 

domingo, 13 de dezembro de 2015

A abadia de Northanger (Northanger Abbey)

Ainda bem que está a chegar o Natal, pois já não tenho mais nada para ler, eheheh. 
Os livros da Jane Austen são sempre refrescantes. Gosto de ler as descrições que faz dos lugares, das personagens e dos hábitos da época. Gosto sobretudo da forma sublime, cómica até, como critica a sociedade.
Vale a pena!

quarta-feira, 5 de março de 2014

A rapariga que roubava livros ( The Book Thief)

"Vira o irmão morrer com um olho aberto, e o outro ainda em sonhos. Despedira-se da mãe e imaginara a sua solitária espera por um comboio de volta a casa e ao esquecimento. Uma mulher de arame deixara-se cair, com o seu grito a percorrer a rua, até tombar para o lado como uma moeda a rolar que perdeu o impulso. Um jovem enforcara-se numa corda feita de neve de Estalinegrado. Vira um piloto de bombardeiro morrer numa caixa metálica. Vira um judeu, que por duas vezes lhe oferecera as mais belas páginas da sua vida, marchar para um campo de concentração. E no centro de tudo isso, viu o Fuher a gritar as suas palavras e a passá-las em volta."

Impressões
Pensei ver o filme e só depois ler o livro, para evitar eventuais deceções. Agora que acabei de ler o livro, decidi que só verei o filme quando este passar para o videoclube... é que se o filme for  como o livro, vou chorar quase todo o tempo... tanta beleza é avassaladora! 
Sempre me fez muita confusão como é que um homenzinho aparentemente insignificante como o Hitler, conseguiu fazer os estragos que fez! Como é que ele conseguiu que todos aqueles alemães o seguissem cegamente e cometessem todas aquelas barbaridades? Depois deste livro, percebi um pouco melhor como o conseguiu e isso assustou-me ainda mais. Aquela besta era extremamente inteligente e sabia jogar com as palavras e com os medos e as ambições daqueles alemães. Deitou a semente em solo fértil (a Alemanha miserável do final dos anos vinte) e deixou-a germinar lentamente, regando-a  e fertilizando o solo regularmente. A semente, assim cuidada, cresceu numa espiral de ódios, perseguições, tortura e morte. 
Mas esta é a história de uma rapariga alemã, com olhos da "cor errada", uma "sacudidora de palavras",  que encontrou nos livros a força para continuar a viver. Fico à espera do filme!

domingo, 26 de janeiro de 2014

Mulherzinhas (Little Women)

Foi um dos meus primeiros livros de gente grande. Tinha uns dez ou onze anos quando mo ofereceram e foi amor à primeira vista. Li e reli aquelas páginas tantas vezes, que o livro está cheio de marcas deste afeto...  a fita-cola que o mantém inteiro é a prova disso. A minha personagem favorita é a Jo. Identifiquei-me de imediato com ela pois, tal como ela, se me querem ver feliz é levarem-me a uma livraria (no caso da Jo, a biblioteca da tia March). Apesar das privações impostas pela guerra civil americana (a ação decorre entre 1861 e 1865), as quatro irmãs March são muito unidas e, cada uma a seu modo, têm os seus próprios sonhos. Inventam jogos e distrações para os seus tempos de lazer. Lembram-se das peças de teatro que encenaram e dos clubes que fundaram? Isto só mostra que a imaginação é uma aliada poderosa, principalmente nos piores momentos. Apesar da família ter perdido toda a sua fortuna, a educação das meninas March não foi, de algum modo, descurada, tendo em conta os padrões da época. A dada altura, sobretudo no inverno, tive inveja da Amy e da Beth por estas estudarem em casa, eheheh. 
Mais tarde, foi publicado o livro "As Mulherzinhas Crescem", dando seguimento à aventura das quatro irmãs. Para dizer a verdade, foi tudo muito previsível. Mas o desfecho que mais me dececionou foi o da Jo. Na minha opinião, ela não deveria ficar "amarrada" a marido e filhos, mas sim ser uma viajante intrépida, uma espécie de repórter de viagens do século dezanove...  Bom, talvez não fosse tão credível para o contexto da época...

sábado, 9 de março de 2013

Uma Casa de Família (The Novel In The Viola)

Sinopse
"Na primavera de 1938, a ameaça nazi paira sobre a Europa.
Em Viena, a cosmopolita família Landau vê desaparecer muitos dos seus amigos e teme pela sua segurança. A decisão de fugir do país é dolorosa mas inevitável. Não poderão partir juntos. Elise, a filha mais nova, é enviada para Inglaterra, onde a espera um emprego como criada de uma família aristocrática. É a única forma de garantir a sua subsistência e segurança. Para trás deixa uma vida privilegiada, levando consigo apenas algumas roupas e um violino.
Em Tyneford, ela tenta encontrar o seu lugar na rígida hierarquia da casa. É agora uma das criadas, mas nunca antes trabalhou. Tem a educação e os hábitos da classe alta, mas não pertence à aristocracia. Enquanto areia as pratas e prepara as lareiras, usa as magníficas pérolas da mãe por baixo do uniforme. Sabe que deve limitar-se a servir, mas não consegue evitar o escândalo ao dançar com Kit, o filho do dono da casa. Juntos vão desafiar as convenções da severa aristocracia inglesa numa história de amor que tocará todos os que os rodeiam.
Mas o mundo está a mudar. E Elise tem de mudar com ele. Em Tyneford, ela vai aprender que é possível ser mais do que uma pessoa. Viver mais do que uma vida. Amar mais do que uma vez."

Impressões
Adorei! Adorei! Adorei! Apesar de já ter lido muitos romances sobre esta época negra da nossa história, nunca deixo de me  surpreender com as diferentes abordagens do mesmo tema.
"The Novel In The Viola" (quando terminei a leitura, achei que o título em inglês está mais condizente com a narrativa) é um livro cativante e comovente! Lindo! Lindo! Fala dos que "ficaram para trás", daqueles que, embora não estivessem diretamente envolvidos na guerra, também tiveram a sua quota-parte de sofrimento. 
Pelas descrições, Tyneford parece uma região encantadora e encantada... o último reduto de paz e beleza num mundo caótico e em mudança. Até a mansão, apesar de toda a sua decadência, parece irradiar magia, tal é o poder da narrativa desta autora.
Adorei todas as personagens, mas a minha favorita é o senhor Rivers, um verdadeiro gentleman (será que é assim que se escreve?), a fazer recordar os heróis dos romances de Jane Austen.
Este é um dos poucos livros que voltarei a ler, sem dúvida alguma!

Um cheirinho...
"Tinha de deixar a Áustria, Anna e o apartamento com as suas janelas altas com vista para os álamos que brilhavam como fogo cor-de-rosa. Tinha de deixar as tulipas encarnadas no parque em abril, e os vestidos brancos rodados no Baile da Ópera.
- Tens de ir - disse Anna.
-Eu sei - respondi, e, ao dizê-lo, apercebi-me de que a minha infância luxuosa e prolongada chegara ao fim. Essa Elise, a rapariga que eu era então, diria que sou uma velha, mas está enganada. Eu ainda sou ela. Estou de pé na cozinha, com a carta na mão, a observar os outros, e sei que tudo tem de mudar."

Um recado...
"Por favor, tratem esta igreja e estas casas com cuidado; deixámos os nossos lares, onde muitos de nós vivem há gerações, para ajudar a vencer a guerra de modo a que os homens possam continuar a ser livres. Voltaremos um dia e agradecemos que cuidem bem da aldeia."

Aviso afixado à porta da igreja de Tyneford pelos aldeões, antes de partirem, na véspera de Natal de 1941.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

A Última Duquesa (My Last Duchess)


Sinopse
"Bonita, com um guarda-roupa invejável vindo diretamente das melhores casas de Paris, vive no meio do luxo de uma enorme e confortável mansão em Newport. Mas a sua autoritária mãe deseja vê-la casada com um nobre inglês. Pouco interessada nos sentimentos da sua filha, envia-a para Inglaterra para garantir o tão ambicionado casamento aristocrático. Na época era comum juntar o dinheiro americano ao desejado título nobiliárquico inglês. Uma pura combinação de interesses, onde o coração ficava de fora.
Cora fica consternada com a receção e o mundo que encontra neste novo país. O choque de culturas é imediato. As grandes casas senhoriais que frequenta são lindas, mas geladas e muito desconfortáveis. Sem casa de banho e aquecimento central. Os corredores enchem-se de intrigas, e nas caves, na ala dos criados, reina a coscuvilhice.
Só quando perde o seu coração para o duque de Warehamm, um misterioso homem que quase não conhece é que Cora percebe que está a jogar um jogo para o qual não está devidamente preparada, que não entende, mas onde a sua felicidade futura pode ser o preço."

Impressões
Pela leitura da sinopse poderemos ser induzidos a pensar que se trata da habitual história da plebeia que se apaixona pelo aristocrata. Mas não é nada disso. Trata-se de um retrato da sociedade de finais do século dezanove, tanto a americana como a inglesa. Está cheio de referências aos costumes da época, tanto no vestuário, como até na alimentação e entretenimento. Diverti-me bastante com as descrições das indumentárias das senhoras para as diferentes ocasiões e, compreendi perfeitamente a necessidade de terem uma criada pessoal. Quer dizer, terem que mudar de roupa umas três vezes por dia (até havia uma roupa apropriada para ficar em casa a escrever cartas!), tendo em conta os inúmeros botões e laços que era necessário apertar e desapertar, até fico admirada por  uma só criada "dar conta do recado".  A par da vida de Cora acompanhamos também a vida de Bertha, a sua criada pessoal. Sendo uma mulher negra, no final do século dezanove, Bertha depara-se com inúmeros obstáculos para poder ter a vida que ambiciona. Muito interessante! Não gosto de sequelas, mas quase senti pena quando li a última página...

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Ema (Emma)

Autora: Jane Austen

Sinopse
"Ema é uma herdeira rica, inteligente e bela. Optimista, consciente da sua superioridade, segura de si mesma, fiel respeitadora das "conveniências" - enfim, o tipo acabado da "verdadeira senhora" -, passa o tempo a combinar casamentos "convenientes" entre amigos e protegidos.
Um dia, sem arranjos prévios, ela própria é pedida em casamento por Mr. Knightley. Ema não assume um compromisso, mas não o desencoraja, debatendo-se com um drama interior: o pretendente é amado por uma das suas melhores amigas, a qual Ema deseja ver feliz e "convenientemente" casada. No íntimo, porém, tem um sentimento de aversão ao casamento de Harriet com Knightley e não pelas questões de conveniência que tanto respeita: é que ela própria ama Knightley.
Ema cede finalmente a um amor que tem razões mais fortes do que a própria razão."

Impressões
Jane Austen é uma das minhas escritoras favoritas de todos os tempos. As suas personagens são, quase sempre, mulheres de forte personalidade que, de uma forma ou de outra, se destacam na sociedade da época. 
Este livro foi publicado, pela primeira vez, em 1815! Por isso, é bastante interessante ver como é que Jane Austen faz uso de "armas" como a ironia e o humor para, no fundo, criticar a sociedade inglesa e expor a sua hipocrisia. 
"Ema" é um romance delicioso, daqueles que apetece ler vezes sem conta e que nos fazem sentir em paz. A protagonista, Ema, não é mais (a meu ver) do que uma jovem ligeiramente (bem, talvez muito) snob e muito, muito entediada, que se diverte a emparelhar pessoas. No entanto, revela-se muito perspicaz na avaliação de caráter que faz das outras pessoa. O seu pretendente, Mr. Knightley, é paciente, sensato e sempre adorável no trato com os outros... é mesmo perfeito (só mesmo num romance de Jane Austen)! Recomendo!!!!!!!

sábado, 27 de outubro de 2012

Uma Casa Na Pradaria (Little Town on the Prairie)

Sinopse
"A grande floresta começava a estar demasiado habitada. Assim, o Pai vendeu a casinha e construiu uma carroça coberta. Iriam viajar para os territórios índios!"
(...)
"1860. A história de uma família. O dia-a-dia, as pequenas e grandes alegrias, tendo como pano de fundo a paisagem áspera do Oeste americano. Personagens que nos ficam na memória pela sua humanidade e pela sua coragem."
Impressões
Quem nunca viu, pelo menos, um episódio da série "Uma casa na pradaria?" Eu vi todos! Várias vezes! Como eu adorava aquela família e as suas aventuras...principalmente, a pequena Laura Ingalls. Assim que pude, comprei todos os livros da coleção. Estes são baseados nos diários escritos pela própria Laura Ingalls. Portanto, os guiões eram baseados em acontecimentos reais, o que só me aguçou a vontade de ler os livros. Fiquei maravilhada com o que li! Verdadeiras histórias de sobrevivência num meio árido e, quase sempre, cruel. Muitas vezes, fiquei verdadeiramente indignada com todas as "desgraças" que aconteciam a esta família... Caramba, pessoas tão boas não mereciam tanto infortúnio...mas esta era a realidade e não podia ser mudada (só na tv é que tudo acabava sempre bem). Mesmo assim, adorei cada minuto que passei a ler estes livros! :))

terça-feira, 11 de setembro de 2012

O Segredo de Sophia (Sophia`s Secret)

Autora: Susanna Kearsley
Editora: ASA
Ano: 2012

Sinopse
"Carrie McClelland é uma escritora de sucesso a braços com o pior inimigo de qualquer artista: um bloqueio criativo. Em busca de inspiração, ela decide mudar de cenário e visitar a Escócia, onde se apaixona pelas belas paisagens e pelo Castelo de Slain, um lugar em ruínas que lhe transmite uma inexplicável sensação de pertença e bem-estar. Tudo parece atraí-la para aquele lugar, até mesmo o seu coração, que vacila sempre que encontra Graham Keith, um homem que acaba de conhecer mas lhe é, também, estranhamente familiar.
Com o castelo como cenário e uma das suas antepassadas - Sophia - como heroína, Carrie começa o seu novo romance. E rapidamente dá por si a escrever com uma rapidez invulgar e com um imaginário tão intrigante que a leva a perguntar-se se estará a lidar apenas com a sua imaginação. Será a "sua" Sophia tão ficcional como ela pensa?
À medida que a sua escrita ganha vida própria, as memórias de Sophia transportam Carrie para as intrigas do século XVIII e para uma incrível história de amor perdida no tempo. Depois de três séculos de esquecimento, o "segredo de Sophia" tem de ser revelado."

Impressões
Para quem, como eu, adora romances históricos, este livro é fantástico! A história, baseada em factos reais, cativou-me desde o início. Devo confessar que senti uma tremenda inveja da Carrie... viver da escrita e, ainda por cima, poder viajar livremente para realizar as pesquisas necessárias?!? Este era o meu sonho... infelizmente, não tenho talento para a escrita e, mesmo que o tivesse, duvido que conseguisse viver da mesma... É pena que "ser leitora" não seja uma profissão, acho que tenho muito jeito para isso eheheh.... Voltando ao livro, penso que o "remate" final foi decidido de forma inteligente. Em geral, os finais deste tipo de romance deixam-me quase sempre um "amargo de boca" (termina tudo em tragédia), mas este é quase poético.
Recomendo!!!!!!!!!!

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Duas Irmãs, Um Rei (The Other Boleyn Girl)

Autora: Philippa Gregory
Editora: Civilização
Ano: 2008

Sinopse
"Quando Maria Bolena, uma rapariga inocente de catorze anos, vai para a corte, chama a atenção de Henrique VIII. Deslumbrada com o rei, Maria Bolena apaixona-se por ele e pelo seu papel crescente como rainha não oficial. Contudo, rapidamente se apercebe de que não passa de um peão nas jogadas ambiciosas da sua própria família. À medida que o interesse do rei começa a desvanecer-se, ela vê-se forçada a afastar-se e a dar lugar à sua melhor amiga e rival: a sua irmã, Ana. Então Maria sabe que tem de desafiar a sua família e o rei, e abraçar o seu destino."

Impressões
Gostei muito deste livro. É claro que já conhecia a história e até já tinha visto o último filme (os protagonistas estão na capa do livro), mas ainda não tinha lido nada desta autora. Foi a curiosidade, motivada pelo filme, que me fez ler "Duas irmãs, Um Rei" e, confesso que fiquei fã destes romances históricos. 
Este é, de facto, um romance de leitura compulsiva... 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Nome de código LEOPARDA (Jackdaws)

Autor: Ken Follett
Editora: Casa das Letras
Ano: 2011

Sinopse
"Maio de 1944, duas semanas antes do dia D: a Resistência francesa empreendeu um ataque falhado a um castelo que alberga uma central telefónica alemã vital para os movimentos das suas tropas. Impõem-se medidas drásticas e Flick Clairet, uma jovem agente britânica, surge com um plano ousado: lançar-se de pára-quedas, em França, acompanhada por uma equipa exclusivamente feminina (Jackdaws). Objectivo: disfarçarem-se de empregadas de limpeza francesas e... entrarem no castelo. Delirante ou não, o plano parece ser a única alternativa. O certo é que Rommel nomeou o implacável coronel Dieter Franck para esmagar a Resistência francesa. E ele já tem o seu primeiro alvo: Flick Clairet..."

Impressões
Um dos melhores livros deste autor! Gostei bastante! Eu sou fã de histórias passadas neste tenebroso período, principalmente porque mostram que é possível resistir e operar a mudança (estou a falar da Resistência). Vi todas as séries sobre este tema que passaram na televisão (a maioria da BBC) e vibrei com as aventuras/desventuras dos heróis/heroínas. 
A princípio tive receio de que o enredo tivesse muita política e que o livro fosse maçador mas.... nada disso! A história flui desde a primeira página até à última e o difícil é parar de ler. É claro, pelo meio, tem descrições capazes de chocar quem não está acostumado a este tipo de histórias...Infelizmente, essas "cenas" foram baseadas em factos verídicos... 
Recomendo!!!!!!!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A Casa do Lago (The frozen Lake)

Olá!!!!!!! Ontem foi dia de artesanato na praia de Sesimbra. Adivinhem o que é que esta "doida por livros" comprou? É bonita a capa, não é?
E agora o livrinho!!!!!!!
Autora: Elizabeth Edmondson
Editora: ASA
Ano: 2010

Sinopse
" O Natal aproxima-se e todos os jornais londrinos falam da extraordinária vaga de frio que congelou os lagos no Norte do país. Deixando-se levar pela nostalgia, a jovem Alix Richardson abandona a cidade e regressa à mansão da família para passar a época festiva na companhia de Edwin, o seu irmão gémeo, e Perdita, a irmã mais nova. Três anos antes, Alix fugira dessa mesma casa, desesperada por se libertar da tirania da sua temível avó. Agora, ela está decidida a enfrentá-la, mas não vai ser a única a regressar: um a um, todos os membros da família Richardson e muitos dos seus amigos e conhecidos estão de volta para celebrar o Natal por entre a imensidão das colinas e dos lagos gelados.
No entanto, por detrás da aparente calma familiar, pulsam velhos rancores, paixões e segredos. No ar pairam ainda demasiadas perguntas sobre o acidente de viação que, anos antes, vitimou a sua mãe e a sua irmã mais velha. Dotada agora de uma nova maturidade, Alix está preparada para descobrir a verdade, nem que para tal tenha de desenterrar os fantasmas do passado. Uma decisão que vai mudar a vida de todos..."

Impressões
Belo livro! Mais uma fascinante história passada na década de trinta. As personagens são muito ricas e parecem adquirir vida própria à medida que a ação decorre. Temos a luta de classes, a emancipação da mulher, a política, a morte misteriosa, etc, etc...Se estivermos muito atentos conseguimos decifrar o mistério antes da autora nos revelar a solução (não, não fui ler a última página...li tudo seguidinho).
Recomendo!!!!!!!!!

Capa: http://alcofadaxaninha.blogspot.pt/
Visitem o http://www.fantasilab.blogspot.pt/ para verem mais fotos (lindas!!!!!) sobre as feiras de artesanato que visitámos ontem.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Uma Villa em Itália (The Villa In Italy)

"Quatro pessoas, uma herança misteriosa e um irresistível convite para um lugar mágico"

Autora: Elizabeth Edmondson
Editora: ASA
Ano: 2008

Sinopse
" Delia, filha de um lorde e cantora de ópera, não consegue esquecer o ex-namorado, agora casado com a sua irmã. George, um cientista nuclear de Cambridge, não consegue perdoar-se por ter participado no desenvolvimento da bomba atómica. Marjorie escreve policiais, ou melhor, escrevia, já que se debate há algum tempo com um bloqueio criativo. E Lucius, um banqueiro de Boston, vive ainda assombrado pelas memórias da guerra.
Quatro pessoas aparentemente sem nada em comum vêem o seu nome mencionado no testamento de uma mulher que não conhecem. 
Quem foi Beatrice Malaspina e porque exige que compareçam na sua villa em Itália? Enquanto esperam pelas respostas, a magia do lugar começa a exercer os seus efeitos sobre eles: os frescos desbotados, os jardins exuberantes e a magnífica torre medieval não se assemelham a nada que já tenham visto. Aos poucos, quatro pessoas que sempre fizeram os possíveis por esconder os seus problemas descobrem que a mudança - e até mesmo a esperança - é possível. Mas a misteriosa Beatrice tem um segredo arrebatador que os afectará a todos..."

Impressões
Gostei muito deste livro. Fez-me recordar as férias que passei em Itália (adorei Florença) ... A história passa-se no rescaldo da Segunda Guerra Mundial e as personagens, por uma razão ou outra, estão em sofrimento. Esta villa funciona como um local de cura... pouco a pouco, cada um vai reencontrando a sua essência ...
Recomendo!!!!!!!!!!!!!!!!! 

terça-feira, 26 de junho de 2012

A ilha debaixo do mar (La Isla Bajo El Mar)

Autora: Isabel Allende
Editora: INAPA
Ano: 2009

Sinopse
"Para quem era uma escrava na Saint-Domingue dos finais do século XVIII, Zarité tinha tido uma boa estrela: aos nove anos foi vendida a Toulousse Valmorin, um fazendeiro rico, mas não conheceu nem o esgotamento das plantações de cana, nem a asfixia e o sofrimento nos moinhos, porque foi sempre uma escrava doméstica. A sua bondade natural, força de espírito e noção de honra permitiram-lhe partilhar os segredos e a espiritualidade que ajudavam os seus, os escravos, a sobreviver, e a conhecer as misérias dos amos, os brancos. 
Zarité converteu-se no centro de um microcosmos que era um reflexo do mundo da colónia: o amo Valmorain, a sua frágil esposa espanhola e o seu sensível filho Maurice, o sábio Parmentier, o militar Relais e a cortesã mulata Violette, Tante Rose, a curandeira, Gambo, o galante escravo rebelde... e outras personagens de uma cruel conflagração que acabaria 
por arrasar a sua terra e atirá-los para longe dela.
Quando foi levada pelo seu amo para Nova Orleães, Zarité 
iniciou uma nova etapa onde alcançaria a sua maior aspiração: a liberdade. 
Para lá da dor e do amor, da submissão e da independência, dos seus desejos e dos que lhe tinham imposto ao longo da sua vida, Zarité podia contemplá-la com serenidade e concluir que tinha tido uma boa estrela."

Impressões
Trata-se de uma história comovente e arrebatadora, escrita com o estilo inconfundível de Isabel Allende. Tenho uma profunda admiração por esta escritora, não só por causa do que escreve, mas também pela sua história pessoal... é como se transformasse as lágrimas em narrativas mágicas, capazes de inspirar os leitores. Este livro fala de crueldade, mas fala também de esperança... de que outra forma se conseguiria explicar a sobrevivência, apesar de tudo, de Zarité? Como sempre, Allende apresenta-nos uma heroína ímpar. Recomendo!!!!!!!!!!!!!!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

As Esquinas do Tempo

Autora: Rosa Lobato de Faria
Editora: Porto
Ano: 2008

Sinopse
"Quando Margarida chegou à Casa da Azenha teve aquela sensação, não desconhecida mas sempre inquietante, de já ter estado ali.
Margarida é uma jovem professora de Matemática. Um dia vai a Vila Real proferir uma palestra e fica hospedada num turismo de habitação, casa antiga muitíssimo bem conservada e onde, no seu quarto, está dependurado o retrato a óleo de um homem que se parece muito com Miguel, a sua recente paixão.
Por um inexplicável mistério, na manhã seguinte Margarida acorda cem atrás, no seio da sua antiga família.
Sem perder consciência de quem é, ela odeia esta partida do tempo. Mas aos poucos vai-se adaptando. Conhece o homem do quadro e apaixona-se por ele. Quando ele morre num acidente, Margarida regressa ao presente."

Impressões
Li este livro num ápice... a história é fantástica, capta a nossa atenção desde a primeira página. É uma mistura de sobrenatural com um "não sei o quê" de poesia. Não assusta, não mete medo, não parece exagerado... fez-me (por momentos) acreditar que é possível e perfeitamente natural existirem "esquinas no tempo" (aquilo que outros autores designam como portais)... é um pouco inquietante... Recomendo!!!!!!!!!!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Arte de Amar (The art of love)

Autora:Elizabeth Edmondson
Editora: ASA
Ano: 2009

Sinopse:
"Polly Smith está a tentar sobreviver enquanto artista quando Oliver, seu amigo e mecenas, a convida a ir para casa do pai no Sul de França. Entusiasmada por poder fugir do frio e da chuva de Londres e do noivo monótono, Polly pede a sua certidão de nascimento para poder requerer um passaporte. Mas é aí que o seu mundo desaba: aquela que sempre pensou ser sua mãe é, na verdade, sua tia; a identidade do pai é desconhecida 
e até o seu próprio nome não está correcto.
A sua "fuga" para o sol da estimulante Riviera imprime uma nova vida à sua pintura, mas nem tudo corre bem na mansão onde está hospedada. O pai de Oliver foi forçado a abandonar a Inglaterra no meio de um escândalo e, apesar do sofisticado e cosmopolita grupo de amigos que o rodeia, está prestes a ser apanhado pelo seu passado. E, embora Polly se encontre no centro de uma teia de mentiras, o seu próprio futuro começa a tomar um novo e fascinante rumo..."

Impressões:
O que mais me agradou neste livro foi o facto de ter uma forte componente de suspense. Somos "agarrados", desde a primeira página, pela vida da Polly e das pessoas com 
quem se vai cruzando. Para melhor entendermos o título do livro, bem como a história em si, temos que nos recordar constantemente de que a ação decorre no início do século XX. Juntem a isto o facto da Polly querer viver da pintura, o tipo de amigos que terá e as leis da época... eheh... 
...vão ter que ler para perceber o que eu quero dizer.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

D. Maria II (Tudo por um reino)

Autora: Isabel Stilwell
Editora: A Esfera dos livros
Ano: 2012

Sinopse:
"Com apenas 7 anos Maria da Glória torna-se rainha de Portugal. Um país, do outro lado do oceano, que não conhecia. A sua infância foi vivida no Brasil, dias longos e quentes entre os morros verdes e as praias de areia branca, segura pelo amor da sua adorada mãe, Leopoldina da Áustria. A ensombrar esta felicidade apenas Domitília, a amante do imperador do Brasil e seu pai, D. Pedro IV de Portugal.
Em 1828 parte rumo a Viena para ser educada na corte dos avós. Para trás deixa a mãe sepultada, os seus queridos irmãos e a sua marquesa de Aguiar, amiga e protetora. Traída pelo seu tio D. Miguel, que se declara rei de Portugal, e a quem estava prometida em casamento, D. Maria acaba por desembarcar em Londres onde conhece Vitória, a herdeira da coroa de Inglaterra a quem ficará para sempre ligada por uma estreita relação de amizade.
Aos 14 anos, finda a guerra civil, D. Maria pisa pela primeira vez o solo do seu país. Prometeu a si mesma que seria uma boa rainha para aquela gente que a acolhia em festa e uma mulher feliz, mais feliz do que a sua querida mãe. Fracassada a união com o tio, agora exilado, casa-se com Augusto de Beauharnais, que um ano depois morre de difteria. Teimosa e determinada, não desistia assim tão facilmente da sua felicidade e encontra-a junto de D. Fernando de Saxe-Coburgo-Gotha, pai dos seus onze filhos."

Impressões:
Gosto muito de ler romances históricos, principalmente, quando dizem respeito à história de Portugal. É com mágoa que constato que sempre fomos assim ... que a corrupção, a exploração  e a pobreza de espírito sempre foram dominantes... que este povo sempre foi facilmente manipulado (a própria rainha, farta do espírito volúvel do seu povo, fala nisto). Por outro lado, também temos aqueles que são inteligentes, cultos e íntegros (tal como o Dom Fernando... okay, okay, ele não era português... mas posso citar a marquesa de Aguiar, por exemplo). 
É interessante acompanhar os relatos da rainha Vitória (ela mantinha correspondência regular com a rainha Maria II e registava as suas impressões num diário) acerca dos acontecimentos em Portugal e, ao mesmo tempo, comparar com a evolução verificada em Inglaterra durante o mesmo período de tempo. 
 Recomendo!

sábado, 2 de junho de 2012

A Escriba (La Escriba)

"Três manuscritos, Dois impérios, Um Enigma"
Autor: António Garrido
Editora: Porto Editora
Ano: 2009

Sinopse:
Alemanha, ano 799. Carlos Magno, em vésperas de ser coroado imperador do Ocidente, encarrega Gorgias, um ilustre escriba bizantino, da tradução de um documento de vital importância para o futuro da Cristandade. O trabalho deverá ser executado no mais absoluto segredo. Entretanto, Theresa, filha de Gorgias e aprendiz de escriba, é falsamente acusada de um crime e procura refúgio na cidade alemã de Fulda, perdendo o contacto com o pai. Aí, conhecerá Alcuino de York, um frade britânico que investiga uma terrível epidemia que assola a população. Quando Theresa é informada do desaparecimento misterioso de Gorgias, ela e Alcuino embarcam numa aventura inquietante para o encontrar e infiltram-se numa teia conspirativa de ambição, poder e morte, em que nada nem ninguém é o que parece e da qual depende o futuro do mundo ocidental. Combinando o rigor histórico com uma prosa de ritmo trepidante, este romance de Antonio Garrido conduz o leitor por cidades, claustros e abadias medievais, num thriller apaixonante inspirado em factos reais. 

Impressões:
É um thriller de cortar a respiração! Diria mesmo, de leitura compulsiva. A descrição dos cenários em que a ação decorre é tão realista que é como se estivéssemos lá. Nesta história, os detetives constituem uma parelha desconcertante: uma rapariga, invulgarmente culta para a época, e um frade com uma mente brilhante. Desta convivência, resultam situações caricatas, mesmo quando o perigo espreita. Vale a pena ler!

sábado, 26 de maio de 2012

A rainha dos gelados (The empress of ice cream)

"O gelo acabaria por deixar o seu coração, mas ficaria para sempre no meu."

Autor: Anthony Capella
Editora: ASA
Ano: 2010

Sinopse:
"1670. No palácio de Versalhes, cuja corte é a mais elegante do mundo, o jovem Carlo Demirco é famoso pela sua arte de fazer gelados. As suas técnicas trouxeram-lhe riqueza, os favores de Luís XIV e a admiração de todas as mulheres. Todas excepto a que ama: Louise, a dama de companhia de Henrietta, irmã do rei de Inglaterra. Quando Henrietta morre, Louise e Carlo são enviados para Londres como presente para o rei em sofrimento. Chegados a um país de costumes pouco refinados, cujo rei rapidamente se dispõe a seduzir Louise custe o que custar, torna-se claro para ambos que as suas únicas armas serão uma boa dose de diplomacia e quantidades extravagantes de gelo".

Impressões:
Para quem gosta de gelado, este livro é um autêntico regalo! Carlo começa por ser um aprendiz na arte de fazer "gelos" e, graças ao seu talento, torna-se num dos mais importantes mestres nesta área. Incansável na sua demanda pelo "gelo" perfeito, ele cria novos sabores e texturas. Adorei ler as descrições dos processos empregues na confeção destas maravilhas.  E tudo feito sem a logística de que dispomos atualmente! Depois de ler este livro, os gelados atuais pareceram-me muito insípidos...mas só durante umas horas!

quarta-feira, 23 de maio de 2012

A sociedade literária da tarte de casca de batata (The Guernsey literary and potato peel pie society)


Autoras: Mary Ann Shaffer e Annie Barrows
Editora: SUMA de letras
Ano: 2010

Sinopse:
Londres, 1946. Depois do sucesso estrondoso do seu primeiro livro, a jovem escritora Juliet Ashton procura duas coisas: um assunto para o seu novo livro, e, embora não o admita abertamente, um homem com quem partilhar a vida e o amor pelos livros.


É com surpresa que um dia Juliet recebe uma carta de um senhor chamado Dawsey Adams,  residente na ilha britânica de Guernsey, a comunicar que tem um livro que outrora pertenceu a Juliet. 

Curiosa por natureza, Juliet começa a corresponder-se com vários habitantes da ilha. É assim que descobre que  Guernsey foi ocupada pelas tropas alemãs durante a Segunda Guerra Mundial, e que as pessoas com quem agora se  corresponde formavam um clube secreto a que davam o nome de Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata. O que nasceu como um mero álibi  para encobrir um inocente jantar de porco assado transformou-se num refúgio semanal, pleno de emoção e sentido, no meio de uma guerra absurda e cruel.

Fascinada pela história da dita Sociedade literária, e ainda mais pelos seus novos amigos, Juliet parte para Guernsey. 
O que encontra na ilha mudará a sua vida para sempre.


Impressões:
É um dos meus livros favoritos. Um dos melhores que li nos últimos tempos. Senti saudades da época em que escrevia cartas aos familiares e aos amigos, até mesmo a quem não conhecia pessoalmente (lembram-se dos "pen friends"?). Voltando ao livro, é através da correspondência trocada entre as várias personagens que a história vai sendo construída. E que história! De carta em carta, percebemos como é que, até mesmo num mundo tão cruel, é possível sobreviver com dignidade e graciosidade. Recomendo vivamente a leitura deste livro, o mesmo não posso dizer da tarte de casca de batata.