segunda-feira, 23 de abril de 2018

Dizem que hoje ...

... é o dia do Livro.  Para mim, são todos os dias, mesmo aqueles em que não tenho tempo sequer de ler uma página. Aprender a ler foi a maior conquista da minha vida e o dia em que isso aconteceu foi, sem dúvida alguma, o mais feliz. Não precisar de ninguém para me ler, nem que fosse um parágrafo, de todos os livros que eu, com tanto orgulho, transportava  para todo o lado, foi o equivalente a tocar numa nuvem. Os livros salvaram-me da monotonia, da estupidez e da mesquinhez do quotidiano. 
Sinto-me muito grata por ter a liberdade de escolher as minhas leituras e de poder opinar sobre as mesmas. Sinto-me grata a todos aqueles que lutaram para que isso fosse possível. 
Boas leituras!

Livraria bombardeada pelos alemães (a foto foi retirada do Google).

domingo, 8 de abril de 2018

Desperdício Zero ( Zero waste home)

É uma leitura interessante, sobretudo para quem se preocupa com a sua "pegada ecológica". O livro está repleto de sugestões para simplificarmos a nossa vida e reduzirmos o desperdício. Algumas são viáveis e eu até já as seguia, outras parecem-me absurdas, tendo em conta o meu estilo de vida. A autora, uma espécie de guru destas coisas do minimalismo, descreve como ela e a família adotaram este conceito. Algumas das situações relatadas fizeram-me rir às gargalhadas. Não há dúvida de que o sentido de humor é uma ferramenta preciosa.

domingo, 1 de abril de 2018

No Barreiro ...

... podemos ver um dos maiores murais feitos pelo street artist, Vhils. Estive lá no feriado e fiquei impressionada com o que vi. É uma homenagem bonita a todas as mulheres e homens que trabalharam na Companhia União Fabril. E, tal como eu, havia muita gente a tirar fotos ao mural e também ao espaço envolvente, alvo de requalificação. Mais um sítio agradável para caminhadas, sobretudo quando as árvores e a relva crescerem. Gostei!














sábado, 31 de março de 2018

Esgotamento

Este final de março foi ainda mais trabalhoso do que o costume. Apesar de estar acostumada (mal acostumada, deve dizer-se) a trabalhar cerca de dez horas por dia e de quase não ter fim-de-semana, comecei a ressentir-me deste ritmo de trabalho. Foi precisamente nesta semana, quando o volume de trabalho abrandou que comecei a sentir um grande cansaço, tanto físico como mental (ou lá o que lhe queiram chamar) que culminou com uma brutal dor de cabeça na quarta-feira, que me atormentou até ao final da última reunião desse dia. Não tomei nenhum analgésico porque, salvo raras exceções, não quero intoxicar-me com químicos, sabendo que o que está na origem do problema é todo o stress a que habitualmente estou sujeita. Na verdade, dá-me raiva ter que tratar um problema que é causado pelo meu estilo de vida e que, por isso, deveria ser evitável. Nem quero ficar como 99% dos meus colegas, que tomam comprimidos para os ajudarem a enfrentar o dia de trabalho ou que, volta e meia, vão parar ao "estaleiro". Tenho muito trabalho para fazer nestes dias mas decidi não pegar em nada. Vou aproveitar esta pausa para estar ao ar livre, dormir sem a ansiedade da "hora de acordar", comer calmamente , ler e fazer o que me apetecer. E, sobretudo, não pensar em todo o trabalho que me aguarda para a semana. Mas não deveria ser assim, pois não? Este esgotamento dos recursos humanos não se traduz num aumento da produtividade e nem na qualidade do serviço prestado. Também nos compete  dizer "basta!" e impor determinados limites. É quase como naquela publicidade da tv, "se eu não cuidar de mim, quem cuidará?". 

As mulheres no Castelo (The women in the castle)

Já li este livro há algum tempo, mas não tenho tido tempo para passar por aqui. Se gostarem de histórias sobre a segunda guerra mundial, então vão gostar de ler este livro. Centra-se, sobretudo, na vida de três mulheres depois do fim da guerra. Melhor dizendo, fim oficial, porque o que se seguiu foi uma grande confusão, prevalecendo a lei da sobrevivência. 
Tirei esta foto hoje de manhã, durante uma caminhada perto de casa. Os campos estão floridos e vi melros a saltitarem por todo o lado. Apetece estar ao ar livre e, é nesta época que sinto a falta de ter uma varanda ou qualquer espaço exterior, que me possa servir de esplanada. Assim, aproveito o melhor possível os espaços perto da minha casa e que agradáveis eles são!
Boas leituras e Boa Páscoa!

quarta-feira, 14 de março de 2018

Concordo em absoluto


"A vida para além da morte é um conto de fadas para pessoas com medo da escuridão"
Stephen Hawking


terça-feira, 13 de março de 2018

Em jeito de desabafo ...

... posso dizer que tenho tido uns dias fabulosos. Alguns, porque a maioria tem sido um verdadeiro exercício de paciência e auto controle, para não mandar tudo à *****. Ontem, senti mesmo que iria ter um esgotamento, daqueles à filme, com direito a coisas a voarem pelo ar, gritaria e portas a bater (para não bater em quem tinha à minha frente). Na verdade, sou muito sortuda porque o que  tem sido tóxico para mim, é apenas o meu trabalho. Uma profissão em que investi e continuo a investir tanto, mas que não me merece (com algumas exceções). E porque é que não mudo? Pois, a resposta é óbvia. Apesar de tudo, pagam-me a tempo e horas e isso é muito importante. Até porque, se isto continuar assim, vou precisar desse dinheiro para pagar as sessões de terapia ahahahah ... mentirinha, antes disso mando mesmo tudo à ***** e vou mas é apanhar sol e quem quiser, que os ature. Para juntar à festa, na sexta fui arrumar coisas na arrecadação do sótão e descobri que estava inundada. E porquê? Porque tenho telhas partidas, algumas escavacadas. Portanto, lá estive a apanhar água e a deitar algumas coisas fora. E arranjar alguém para reparar o telhado? Depois de muita pesquisa, lá encontrei uma empresa que virá hoje tratar do assunto. Já é a terceira vez que isto acontece comigo. Mais ninguém se queixa ou então não querem saber, também já percebi isso. O que eu queria mesmo, era uma pequena moradia (mesmo que tivesse apenas a área do meu apartamento) com quintal, mas não tenho tido $$$$$$$ para procurar e duvido que algum dia tenha.
Bem, agora que já gritei (e bem alto), falemos de outras coisas. 
Acabei de ler um excelente livro ("As mulheres no castelo"), comecei a ver uma série da RTP 2 ("Ocupados") que recomendo vivamente e tenho feito as minhas caminhadas (nos intervalos da chuva, ahahah). Além disso, recebi alguns livros no meu aniversário e estou desejosa de começar a esplanadar em tão boa companhia. Também comecei a gostar de café e, de vez em quando, lá bebo um e sem açúcar! Logo eu, que sempre fui tão gulosa! Venham mais coisas boas, que eu aceito!
Imagem retirada do Google (Pinterest?).  Mensagem válida para todos os dias.