terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

O que encontrei por aqui

Estava a limpar as minhas estantes, quando encontrei estes dois livros. Nem me lembrava deles. A verdade é que, quando preciso de uma receita, consulto a internet e seleciono, das muitas opções, aquela que mais me convém. Já há muito tempo que não consulto um livro de culinária, de modo que foi com verdadeiro deleite que revi as fotografias dos vários pratos. Até selecionei alguns para confeccionar. Vamos lá ver ...

domingo, 19 de fevereiro de 2017

A morte usa uma máscara de beleza (Death wears a beauty mask and other stories)

Bela coletânea de contos de mistério. Reencontrei a autora que me cativou há uns anos atrás. Li um conto por noite e fiquei cheia de pena quando o livro chegou ao fim. Só não gostei muito do último e nem sei bem dizer porquê.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Regressar (Forgotten)

Entretém e até me conseguiu arrancar umas boas gargalhadas. No entanto, para ser sincera, é uma daquelas estórias de que nunca mais me irei lembrar. Gostei do início mas achei que o desenvolvimento foi muito pobre, muito cheio de diálogos e situações da treta. Enfim,  até a capa é enganadora.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

O livro do Hygge (The little book of hygge)

Há dois livros, de autores diferentes, sobre este assunto. Escolhi este porque foi escrito pelo presidente do Happiness Research Institute (nem sequer sabia que existia tal coisa). Já agora, que belo trabalho ele tem, descobrir o que faz as pessoas felizes. O livro tem umas fotos espetaculares, mesmo hygge. Em si, o conteúdo não tem nada de novo, mas é interessante ler sobre os hábitos e cultura de um povo, que é considerado o mais feliz da Europa. Do que mais gostei, foi do facto das pessoas gostarem de apreciar a vida e não se culpabilizarem por tal. Por aqui, faz-me confusão ver as pessoas numa espécie de competição sobre quem é mais escravizado, como isso fosse motivo de orgulho nacional (pois a mim, só mostra o quão atrasados somos).
Têm das cargas fiscais mais pesadas da Europa, mas têm também a melhor qualidade de vida. Porque será? Algo me diz que tem a ver com facto de a sua classe política não ser corrupta, o que significa que os impostos servem o povo e não os interesses particulares de uns ****. O próprio autor do livro, afirma que é esta tranquilidade de saber que as necessidades básicas estão satisfeitas, aliada a horários de trabalho que permitem o tão falado equilíbrio entre a vida profissional e pessoal, que torna as pessoas disponíveis para desfrutarem a vida. 
Ora bem, eu também tenho momentos hygge. Ainda hoje, after work, fui dar uma espreitadela à livraria do burgo e depois degustar um capuccino e uma fatia de salame (divinal). Mas não pensem que sempre foi assim. Eu também estava formatada para sentir culpa, caso não estivesse sempre a trabalhar ou então por não andar sempre infeliz ... até que descobri que ser infeliz requer muito mais energia do que tentar ser feliz. Como me treino (processo contínuo) para percecionar a realidade de outro ponto de vista, a minha vida também melhorou. Não tenho mais dinheiro, o meu trabalho continua a ser desgastante e sem perspetivas nenhumas, algumas pessoas com quem tenho que lidar esgotam-me (pessoas tóxicas, conhecem?) mas... sinto-me melhor, com mais apreço pelas coisas que me fazem sentir bem. É claro que também tenho os meus dark days, mas isso só me ajuda a valorizar ainda mais o meu esforço para desfrutar a vida. Posto isto, fiquei com vontade de conhecer a Dinamarca (e eu que não tivesse vontade de ir passear, eheheh).

Um dos meus kit hygge, presente de aniversário da mana, exceto o livrinho (presente de mim para mim). Falta o chocolate e os scones para o completar (fica aqui a dica para a próxima vez). 



domingo, 29 de janeiro de 2017

Velhos amigos...

... grandes amigos! Estou a referir-me aos meus livros. Sempre presentes na minha vida desde sempre e, assim o desejo, para todo o sempre. Abriram-me horizontes, fizeram-me sonhar e tantas vezes apaziguaram-me a mente e o espírito.
Na minha bagagem há sempre um livro. Até posso nem ter tempo de o ler, mas sabê-lo lá, faz-me bem. 
Embora seja muito apegada aos meus livros, gosto de emprestá-los (já fiquei sem alguns...). Na minha opinião, são demasiado preciosos para ficarem estagnados numa prateleira... devem circular e enriquecer as vidas de outras pessoas... desde que regressem ao lar eheheh. 

sábado, 28 de janeiro de 2017

Reflexão

Hoje comecei a ver a sétima temporada de "Blue Bloods", uma série policial que muito aprecio. Neste primeiro episódio, o detetive Danny Reagan volta a ser aquilo a  que eu chamo "saco de pancada desta sociedade hipócrita". É certo que se trata de ficção, mas também é certo que se trata de uma ficção que imita a realidade em muitos aspetos. O certo e o errado deixam de existir quando o que está em causa é a política, todos aqueles joguinhos para se ficar bem visto perante a opinião pública e apresentar serviço, como se costuma dizer. Todos nós já sentimos isto na pele. É claro que, com o passar do tempo, vamos ganhando uma espécie de armadura contra a parvoíce. Quanto a mim, a questão fundamental não é, tal como o comissário Reagan disse ao filho, saber se podemos aguentar mais (por mim, sei que posso) mas sim saber se estamos dispostos a fazê-lo (por mim ... ...).


sábado, 21 de janeiro de 2017

Pequenas grandes mentiras (Big little lies)

O que é que realmente sabemos da vida das outras pessoas? Quando vemos as publicações nas redes sociais, só sorrisos e fotos estrategicamente tiradas, somos levados a pensar que a vida dos outros é mais interessante do que a nossa. Mas será? Quantas vezes essas publicações não serão uma tentativa de combater a solidão e camuflar as mágoas? Este livro fez-me refletir sobre isso (não é que já não o tenha feito várias vezes... eu sei, posso ser um bocado masoquista eheheh)  e sobre o esforço que cada um de nós faz para apresentar uma melhor versão de si mesmo ao mundo. E este esforço é louvável, permite uma convivência civilizada na maioria das vezes. O problema é quando, durante todo este processo, nos perdemos de nós mesmos, daquilo que nos torna únicos e nos faz felizes mesmo sem o sabermos. A estória está muito bem contada e não fiquem a pensar que é deprimente, porque não é. Tem um registo humorístico muito bem conseguido. Gostei muito! Obrigada Dora, por me teres emprestado este livrinho.