domingo, 8 de janeiro de 2017

A minha nova série favorita

Grantchester é a minha série favorita no momento. Tem como protagonistas um vigário e um detetive. A ação decorre algum tempo depois do final da Segunda Guerra Mundial, cerca de sete anos, mas as vivências da mesma ainda estão muito presentes na vida de todos, dos que foram para a guerra e dos que ficaram, combatendo numa guerra diferente. A ação decorre numa zona rural, com umas paisagens fabulosas, um verdadeiro regalo para a vista. Não sei explicar porquê, mas acho esta série reconfortante... tem aventura, comédia e drama. A violência também marca presença, afinal, é uma série policial. Em cada episódio, há sempre um crime ou um mistério para resolver. No entanto, não há uma exploração tão chocante e, até doentia, dessas situações como acontece noutras séries (estou a lembrar-me de Chicago Pd, por exemplo). Além do vigário e do detetive, temos outras personagens marcantes e presentes em quase todos os episódios. São elas: o ajudante do vigário (dizem que é gay, acho que era considerado crime na época), a governanta (muito resmungona mas com um coração de ouro), a família do detetive (mulher e quatro filhos pequenos) e uma amiga (ex-namorada?) do vigário. Vale a pena ver!



quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Sapatinhos de chocolate ( Chocolat soes and wedding blues)


Comecei a ler este livro no verão e, ao fim de algumas páginas desisti. Não era o tipo de estória que me apetecia ler naquele momento. No fim-de-semana do Ano Novo, lio-o de "fio a pavio" e gostei. É por isso que, embora tenha uma caixa (a da foto) cheia de livros por ler (são duas filas de livros) e mais alguns estacionados em vários pontos da casa, por vezes, o que me apetece ler é precisamente aquele que não tenho! Sempre acreditei que a leitura deverá ser uma atividade prazeirosa e, como tal, haverá um livro adequado a cada estado de espírito. 
Esta é uma estória que entretém, assim levezinha e bem humorada e que nos dispõe bem. Uma espécie de "Cinderela" dos tempos modernos. Gostei muito das descrições da aldeia, da loja, das comidinhas preparadas pela nossa protagonista e até das suas roupas. Eu, que acabo por ser muito monocromática no inverno, fiquei com vontade de usar roupas mais coloridas... acho que isso também contribui para melhorar a nossa disposição.
 Fui dar uma volta pelos saldos e não resisti a esta caixa. Além de gira, é prática para guardar livros ou outras coisas (mais gira do que os alguidares de plástico, que eu às vezes uso para esse fim, eheheh).

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Pessoas como nós (Everybody rise)

Acabou por ser uma leitura interessante. No início, pensei que fosse mais uma daquelas estórias "água com açúcar", sobre o mundo cintilante de uma dada elite em Nova Iorque, mas acabou por ser muito mais. O desejo de pertença a um grupo fechado e muito elitista, leva a protagonista da estória a mentir, a roubar, a bajular, a   renegar a verdadeira amizade e, por fim, a perder por completo a sua dignidade e a afundar-se em dívidas. É que manter este tipo de vida, tão fácil para quem nasceu no meio e não precisa de contar cêntimos, é muito complicado e dispendioso. E é durante a queda, digamos assim, que Evie (a protagonista) descobre que, afinal, é perfeitamente descartável e que nunca fez realmente parte do grupo e que nunca teria qualquer hipótese de fazer. Comecei por antipatizar com a Evie, por causa das suas ações para agradar a quem não merecia, e depois acabei por admirar a forma como se reergueu e enfrentou os problemas. 
Boas leituras!

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Uma questão de classe (Different Class)

Gostei bastante! Mesmo depois de tantos livros que já li desta autora, continuo a surpreender-me com a sua versatilidade, com a sua capacidade de agarrar num acontecimento banal ou horrível e   transformá-lo numa estória que vale a pena ser lida. Neste caso, a estória é contada a duas vozes, o que nos permite ter perspetivas diferentes dos mesmos acontecimentos. Uma das vozes pertence a um velho professor de uma escola de elite e a outra a um dos alunos. Logo após as primeiras páginas, fiquei cativada pela narrativa do professor. É tão atual, talvez porque os problemas das pessoas acabam por ser sempre os mesmos, embora com roupagens diferentes, e identifico-me tanto com o seu discurso que é quase como se ele tivesse entrado na minha cabeça. Ao mesmo tempo, é comovente assistir a uma espécie de luta entre o bem e o mal (sempre presente nos livros da Joanne Harris), embora a fronteira entre estes dois opostos esteja um pouco esbatida. Gostei tanto de alguns trechos que, se este fosse um book e não um ebook e, apesar de não ser um hábito meu, teria sublinhado algumas frases com um marcador daqueles bem "espampanantes" (rosa choque eheheh).
Boas leituras!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Fim de ano

Neste ano que termina, não tenho palavras sábias para servirem de inspiração a outros e nem resoluções fantásticas para 2017. Chega de impor metas, tantas vezes absurdas e, por isso, tão frustrantes. A vida acontece, bem ou mal, independentemente das nossas vontades. Tenhamos a sabedoria para viver cada momento.
Boas leituras!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Bonito!


Apesar de não entrar em euforias nesta época, gosto muito de ver as decorações e assistir aos desfiles, cantorias e outros eventos natalícios. No último fim-de-semana fui até Braga e pude matar saudades de uma das minhas livrarias favoritas ("A centésima página"), assistir a uma parada de Natal, ver um bolo-rei gigante, ouvir vários coros e visitar mercados de rua. Nestas voltas e em apenas dois dias, perdi duas luvas da mão direita... ainda bem que não fiquei lá mais tempo, eheheh.

domingo, 11 de dezembro de 2016

A livraria dos finais felizes (Lasarna i Broken Wheel rekommenderar)

Não me cativou logo de início, mas depois acabou por captar a minha atenção. Uma estranha, numa cidade ainda mais estranha de acordo com os padrões tradicionais, consegue (re)animar uma pequena cidade. Foi muito gira a ideia da Sara (a tal estranha) de abrir uma livraria como forma de retribuir a gentileza das pessoas da cidade e mais gira ainda, a ideia de arranjar um livro adequado a cada pessoa, mesmo para aquelas que diziam que não gostavam de ler. E, mesmo no fim, quando tudo parece estar perdido, eis que temos um final feliz! E é mesmo disso que às vezes precisamos, de um final feliz!