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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Uma mulher no topo do mundo

Quando comecei a ler este livro, presente de aniversário, pensei que se tratasse de uma estória de viagens, superação no desporto, etc. Afinal, é também e sobretudo, a estória de uma portuguesa que decidiu ajudar as pessoas de um bairro da lata no Bangladesh. Custa a crer que alguém, nos tempos que correm, sacrifique tudo para ajudar perfeitos desconhecidos... ainda para mais, quando ninguém lhe pediu ajuda e não quer a sua ajuda. 
Impressionou-me a sua resiliência perante tantos obstáculos, sobretudo sabendo que não era bem vinda no tal bairro. Foi roubada pelos seus colaboradores locais, explorada por outros tantos, denegrida pelos que pretendia ajudar e, mesmo assim, não desistiu. Tão grande era o seu empenho que, embora tendo uma má preparação física, treinou duramente e conseguiu a faceta de escalar o Evereste! O objetivo era chamar a atenção para o seu projeto e angariar dinheiro. O esforço não foi devidamente recompensado, o que a levou a correr maratonas e mais maratonas. Enfim, é o projeto de vida dela. É difícil de entender tal sacrifício, tendo em conta o feedback obtido (pouca gente grata por todo o seu esforço).
Penso que o choque cultural é uma realidade, não vale a pena estar com tretas. Quando queremos ajudar, acabamos por impor (ainda que inconscientemente e na melhor das intenções) a nossa cultura aos outros. Mas então, como é que podemos ajudar? Sinceramente, não sei. 

1 comentário:

  1. Não conhecia o livro, mas fiquei com muita vontade de ler. É incrível a coragem de quem faz algo de tamanha grandeza, pelos outros, por algo em que acredita.
    Rita,
    http://rumo-a-ti.blogspot.pt/

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