sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

A derradeira ilusão (Pretending to dance)

Gosto mais do título original, está mais de acordo com o contexto da estória. No entanto, o título em português também está coerente, se pensarmos que a derradeira ilusão era mesmo pretending to dance. A estória está muito bem estruturada e conseguiu manter-me atenta a todos os parágrafos ahahah (embora eu tenha descoberto, logo no início, o que aconteceu). A autora dá um "abanão" nas crenças de alguns ao abordar, embora discretamente, o tema da eutanásia. Achei linda a forma como tudo foi tratado. Quem ler o livro, verificará que a decisão não foi tomada de forma leviana (como poderia?).  Há doenças e situações aterrorizantes, como a tratada no livro, que tornam as pessoas prisioneiras do seu próprio corpo. Tanto sofrimento que culmina em mais sofrimento e, para quê? Em nome do quê? E não me venham falar em deuses e demónios, porque se existisse algum Deus, o  sofrimento não inflingido pelo Homem não existiria. 
Irritou-me bastante a reação da Molly quando suspeitou e, por fim, confirmou as suas suspeitas. É uma reação compreensível na Molly adolescente, mas não na Molly adulta. Irónico é ela ter passado, em parte, pela mesma situação que a sua mãe Nora (pois é, o karma é lixado, Molly).

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